Capitulo 07
Diana, Uma Certa Incerteza
Às vezes somos traidos por nós mesmo, nos deixamos levar por medos e por caprichos. São coisas estas que nascem conosco, as vezes nos deixamos levar pelas nossas mais futeis vaidades, é como se algo em nosso DNA desde que nascemos nos fizesse ficar fascinados com o impossivel, com o proibido e com tudo o mais difícil possivel. Podemos sim criar um barreira e dizer que somos diferentes,mas no meio da noite, quando nos deitamos e paramos pra poder refletir sobra a vida, é impossivel não sermos sinceros com nós mesmos, então é quando nos entregamos aos nossos desejos mais intimos, as nossas vontades mais tentadoras. Ainda mais quandose trata de algo carnal, no meio da noite, o frio faz com que nosso corpo se arrepie e peça por algo quente pra poder saciar essa vontade, essa fome humana. O sangue ferve é então é quando não é mais algo que possamos controlar.
Com o olhar nos olhos de Diana, Sabrina saiu do real, voltou a 2 anos atrás, era mais uma vez o ano de 2005, Sabrina tinha 15 anos, era uma oite de quarta-feira e o sono não havia fazer-lhe uma visita naquela noite. Lembrava das vezes em que foi falar com seu pai mas ele não estava, então Diana tentava ser legal com a filha do chefe, as duas conversavam por alguns minutos e Diana contava sobre a sua vida cigana, nunca havia se prendido a nada, era o tipo de mulher que não se importava com o mundo e muito menos com o futuro. Com o passar do tempo Sabrina foi pegando uma certa amizade com ela, não era bem uma amizade, apenas um coleguismo talvez.
- Eu nunca me importei com o amor, nunca consegui – dizia Diana – Eu tenho um filho, que mora com o pai, e as vezes estranho o fato de eu não me preocupar com ele também.
- Eu...
- Você o que?
- Nada, bobeira minha – sorriu
Já tinha ouvido algumas vezes sua mãe dizer que Diana saia com uma mulher, sua mãe sempre captava as coisas com o olhar, e tinha certeza quando dizia que Diana sempre chegava de moto com uma mulher para trabalhar. Então naquela quarta-feira a noite Sabrina iria tentar algo novo. Saiu do seu qaurto e foi em direção ao quarto de Diana, naquela noite haviam feito uma pequena comemoração em casa e Diana havia bebido um p ouco além da conta. Sabrina tinha curiosidade de como seria beijar uma mulher, tinha muita curiosidade de saber como seria beijar uma mulher, sentia isso desde criança, porém sempre tentou de uma certa forma negar isso a si mesma, talvez fosse só uma coisa passageira, mas a cada dia que passava sentia isso mais forte e mais forte. Então naquela noite foi até o quarto de Diana e ficou parada na porta olhando por alguns minutos, Diana dormia e Sabrina se lembrava das vezes em que ficava olhando o suor que escorria no seu pescoço enquanto trabalhava, sua cara séria e o jeito que ela levava a vida, aquela vida cheia de perigo, isso tudo fascinava Sabrina. Ela então entrou bem devagar no quarto e sentou-se nos pés da cama. O edredom não cobria todo o seu corpo, e a pouca luz da lua que entrava pela janela iluminava as partes descobertas de seu corpo, dava pra ver que ela estava arrepiada com o frio que fazia, Sabrina aproximou-se um pouco mais e colocou a mão sobre sua perna, sentiu que aquele frio que fazia com que Diana se arrepiasse passava para ela, as mãos de Diana eram sensíveis e estavam próximas as suas agora, Sabrina pegou em sua mãe se sentia algo muito quente brotar dentro de sim. Sabrina acariciou seu corpo, deu um beijo em sua cintura e desejou que ela acordasse e a beijasse loucamente. Sabrina não beijaria sua boca estando ela do jeito que estava, Diana estava bebada e dormia bastante pesado, Sabrina passou a mão por todo o seu corpo e terminou por colocar sua mão dentro de sua calcinha, sentiu seu corpo , abaixou levemente sua peça intima, e a luz da lua era a única coisa que iluminava o quarto, seus sentidos estavam todos aguçados, foi aproximando-se com os olhos focados em todo o corpo de Diana, seu corpo era lindo, ela era linda, Sabrina já havia perdido as contas de quantas vezes já tivera imaginado aquela cena, quantas vezes havia se perdido a noite em sonhos quentes desejando Diana. Seu sonho era sim se apaixonar por um menino e construir uma história de amor, mas não podia negar a si mesma sua atração por meninas, era uma curiosidade comum, pensava que oderia passar em breve, mas não, pelo contrário, crescia mais e mais a cada dia, e naquela noite ela iria até o fim, mesmo com todo este medo, iria ir até o fim. Depois que tirou sua peça, aproximou-se e tocou-a com a boca, nisso uma adrenalina fora do comum corria peloseu sangue, não havia nada de sentimental nisso, apenas carnal. Sabrina foi então subindo pelo seu corpo, beijando lentamente todo o seu corpo, Diana passou seu braço pelo pescoço de Sabrina a abraçou, Sabrina deu um ultimo beijo leve no seio esquerdo de Diana, foi quando ela abriu os olhos e olhou para ela, Sabrina se sentiu reprimida ao ver que ela a encarava, foi então que percebeu que sua coragem não era tanta, logo saiu em desparada sem dizer uma única palavra. Voltou para o quarto e ficou com a respiração ofegante e aquela vontade de voltar lá e ir adiante, viu que Diana não diria não, mas seu único medo era que depois de tudo que ela contasse para alguém depois, saiu em desparada do quarto morrendo de medo que diana se lembrasse no dia seguinte da visita que recebeu.
No dia seguinte, era uma quinta-feira, Sabrina teria medo de encarar Diana, mas estranhou o fato de não ter encontrado-a em lugar algum, foi pra escola e quando voltou ainda não tinha a visto. Perguntou então a sua mãe por ela, sua mãe respondeu que não sabe o porque, mas Diana tinha pedido demissão e ido embora chorando, parecia estar fora de si, e quando foi questionada sobre o porque tinha que ir embora, não quis falar sobre, então Marlene, a mãe de Sabrina respeitaria sua escolha e acreditou que seria algo relacionado ao fato pessoal. Sabrina imaginava que seria sua culpa, mas não sabia ao certo pois sabia que Diana era assim, nãose prendia a nada.
- Sabrina? Hey, acorda – Henrique a chamava
- Oi – Sabrina voltou a si, tivera viajado profundamente de volta aquela noite – Tá tudo bem
Diana continuava parada olhando fixamente para ela
- Oi Sabrina – disse – tudo bem com você?
- Tá – disse se recompondo – Tá tudo bem sim
Dos 3 segredos de Sabrina, esse é o primeiro.
Diana então saiu e Sabrina entrou com Henrique, os dois tinham muito a conversar.

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