sábado, 25 de fevereiro de 2012

Capitulo 003 - A Verdade Sobre Henrique

Capítulo 03

A Verdade Sobre Henrique


                  Só havia restado a sensação de um vazio, para ele Sabrina havia mentido. O que fazer quando todas as coisas boas, de tão boas se tornam ruins? Ele não queria se quer ouvir o nome dela, mas não era isso que seu coração pedia, embora ela tivesse o magoado, já era tarde pra fingir não se importar com a situação. Sabrina era como um sonho, sonho este que fez sua vida valer a pena, no momento em que deixou de ser um sonho e passou a fazer parte da sua realidade. Era tarde e chovia, porém por mais frio que fosse o dia não era pior do que a sensação de fim de festa que dominava seu coração. É engraçado como a vida tem o dom de mudar tudo em uma fração de segundos, ao mesmo tempo em que se estamos acima de todas as nuvens, as mesmas desaparecem debaixo de nossos pés e então caimos em queda livre, somos todos vítimas desta incerteza, e é tão triste quando nos deparamos com obstaculos e vemos a nossa fé falhar. Mas ele precisava deixar Sabrina para trás, ela tinha que fazer parte da vida dele, ela já fazia, mas ele ainda não tinha pensado que o lugar que caberia a ela seria o passado. Dentro de poucos dias as aulas voltariam, não teria como ele fugir dela por muito tempo, passaria os ultimos dias em casa, ou indo a lugares onde nunca costumava ir, pois Sabrina sabia dos lugares que ele costumava frenquentar e com certeza estaria lá esperando por ele, ela precisava de uma explicação. Não desligou o celular pois não podia ficar incomunicavel, mesmo com o fim do que pensava ser a melhor que já lhe havia acontecido, precisa seguir em frente, tinha a cabeça centrada, vivia sem medo e não era do seu feitio se deixar abater. Tinha uma personalidade bastante forte e embora parecesse demasiadamente confiante e dono de sí, as vezes fraquejava e não sabia o que fazer, mas havia prometido a si mesmo, não atenderia Sabrina e muito menos qualquer outro numero desconhecido ou anônimo.


                  Já no dia seguinte, era noite, o telefone toca. Era um de seus amigos chamando-o para sair, ao ver que era um lugar diferente do que sempre iam, aceitou. Precisava ocupar sua cabeça para poder acabar de vez com sua vontade de ir atrás de Sabrina e dizer que esqueceria de tudo, pois a única coisa que lhe importava era ela, essa era a verdade, ele não queria ficar sem Sabrina, mesmo se ela cometesse todos os erros do mundo. Mas desta vez seu orgulho falava mais alto. Saiu com os amigos, foram a uma baladinha em um bairro um tanto popular da cidade, não conhecia ninguém ali além de seus amigos. Mesmo em meio a tantas pessoas bonitas não conseguia se sentir bem como todas as outras pessoas em volta, que sorriam bem alto como se não tivessem problema algum em suas vidas, Henrique as invejava neste ponto, pois sua cabeça ficava girando em torno da mesma pergunta: “O que Sabrina estaria fazendo agora?” ou “Será que ela também sente minha falta?”. E por mais que tivesse a maior certeza de que ela também o amava, não conseguia considera-la boa o suficiente pra ele. Naquela manhã quando saiu para ir até o pensionato procurar Sabrina não imaginava que seria o fim, pela primeira vez na vida quis seguir os ensinamentos de sua mãe que dizia para que ele não falasse com estranhos, pois se não tivesse ouvido a verdade sobre Sabrina ele não teria se decepcionado e nesta noite com certeza estariam juntos, rindo bastante e falando sobre o futuro como se fossem adultos e soubessem de tudo.



                  Por outro lado, Sabrina já se encontrava fora de si, já não falava com Henrique tinham dois dias, mas uma vez iria sair para ver se o encontrava, andou por todos os lugares onde costumavam ir, mas nunca o encontrava, no celular continuava a mesma mensagem, a voz computadorizada da mensagem fazia Sabrina pensar: “Ah claro! Se você não fosse uma máquina com certeza você seria uma mutante, pois você não tem sentimentos”. Seria engraçado se não machucasse tanto. Em momentos assim pensava em abandonar tudo e voltar correndo pra casa, na pequena cidade, pois estava alterada, e quando estamos alterados são os momentos onde nossa lingua pensa mais rápido que o nosso cérebro, logo, deveria tomar cuidado com suas palavras. Andou tanto que seus pés já doiam, não mais que seu coração, que estava aflito, mas doía. Resolveu sentar-se um pouco em um banco da praça por onde passava, ali em frente além de um monumento de um trem de ferro parado, havia também uma torre, com um relógio enorme lá em cima, as ver estes dois monumentos sentiu-se em Hoghwartts, adorava Harry Potter,e logo a frente estava seu colégio, dentro de alguns dias as aulas se iniciariam, mas isso era a última coisa que pensava nesse momento, desde que conheceu o amor, sua cabeça girava em torno de Henrique. Mas qual o motivo de tudo isso? Estaria ele preparando uma surpresa para ela? Já havia acontecido com ela uma vez de uma de suas melhores amigas fingir estar brava com ela, mas no fim era apenas uma pegadinha para sua festa surpresa de aniversário de 13 anos. Mas desta vez faltava quase um ano inteiro ainda para seu aniversário, por que Henrique estaria fazendo aquilo? Estava em outro mundo, e ao se dar conta de que não iria encontrar Henrique, decidiu voltar ao pensionato, já era tarde e seria perigoso ficar ali, ainda mais naquela parte da cidade, haviam muitos moradores de rua ao redor da praça e eram todos mal encarados. Chegando no pensionato ouvia gritos de longe, foi se aproximando com cuidado, chegando na portaria viu um garoto saindo, os gritos vinham dele



                  - Me esquece, faz de conta que eu morri, não deve ser muito difícil pra você – Gritava o menino ao celular, enquanto saia do pensionato



                  O garoto apresentava ter uns 16 anos, seu rosto passava uma imagem muito sofrida, era bonito, muito bonito, mas até mesmo um cedo se daria conta do tamanho sofrimento dele. Falava com alguém pelo telefone aos berros, até que parou de falar e atirou o celular contra o chão, seria impossivel monta-lo novamente. Sentou-se na calçada, debruçou-se sobre os joelhos e ficou ali chorando. Tinha uma mochila nas costas e parecia perdido, Sabrina ficou pasma ao ver a cena e imaginou se talvez o garoto precisasse de ajuda, mas tinha medo de se aproximar, resolveu então entrar e deixa-lo ali, mas a angustia do garoto doía nela também, a dor que ele sentia parecia ser maior que a falta que Henrique lhe fazia. Ao entrar no pensionato, perguntou para a responsável o que se passava com o garoto



                  - Eu não entendi o que está acontecendo com ele – respondeu a responsável – ele chegou e perguntou se havia quartos livres, e eu respondi que sim, e depois disse que aqui só alugavamos para meninas, então ele agradeceu, até então estava calmo e parecia ser um garoto agradavel e muito educado, mas aí o telefone tocou e você está vendo. Mas pelo que eu ouvi ele falava com o pai ao telefone


                  - Eu o vi se sentando ali na calçada, parecia perdido, pensei em falar com ele mas fiquei com medo, muitas coisas aqui ainda me dão medo, ainda mais quando se tratam de pessoas daqui



                  - Faz bem em ter medo, as vezes nos enganamos demais com as pessoas. Lembre-se que Lúcifer um dia já foi um anjo


                  - Credo – disse Sabrina com cara de “também não é pra tanto”


                  - Animada pro ínicio das aulas? É em menos de um mês né?


                  - Estou sim – disse não muito animada – mas já estive mais


                  - Você não parece nem um pouco animada, aconteceu alguma coisa?


                  - Não, nada demais, vou subir, preciso de um banho urgente – sorriu



                  Sabrina subiu para seu quarto, não tinha ninguém no pensionato, somente ela e a responsável, todos estavam em baladinhas por ali mesmo, ninguém ficava em casa nas noites da capital. Sabrina então tomou banho e voltou para seu quarto, foi tentar ler, adorava livros, naquela noite tentara ler O Homem Da Máscara De Ferro, mas não conseguiu chegar nem mesmo no fim do primeiro capitulo, não conseguia para de pensar em Henrique, tentou mais uma vez ligar no seu celular e dava sempre a mesma coisa, chamava até cair na caixa de mensagem, se aproximou da janela para ver a cidade, com a esperança de ver Henrique vindo em direção ao pensionato, mas nada dele. As únicas coisas que via eram bastante carros,as ruas estavam muito agitadas, as luzes fascinantes da cidade e um garoto, o mesmo garoto ainda estava sentado na calçada, quem seria esse garoto e por que ele estava ali assim tão jogado na rua? Tinha roupas boas e parecia bastante educado, com certeza não estava perdido, mas ainda assim, por mais que seu coração mandasse-a descer pra falar com ele, seu medo era maior, não do menino, mas de todo o resto da cidade. Resolveu então dormir já que nada seria capaz de destrai-la. Deitou ficou por mais ou menos duas horas rolando na cama, até que pegou no sono.



                  Henrique continuava na festa com seus amigos, já deveria ter beijado duas ou três, já estava bem fora de si, passara a noite inteira bebendo. Precisava achar uma maneira de seguir em frente, seguir em frente significava deixar Sabrina para trás, e isso não era fácil. As meninas que beijava, nenhuma delas tinha o olhar, nem o sorriso e muito menos a maneira de Sabrina enfrentar a vida, faltava tudo. Ele deveria ir até ela, aceita-la de qualquer maneira, era ela o amor de sua vida, e quem ama de verdade sabe todos os defeitos da outra pessoa e ainda assim faz questão de estar ao lado daquela pessoa, era assim que ele se sentia em relação a ela. Já eram quase cinco da manhã, o sol já apontava no horizonte, por entre os prédios, Henrique estava em um grande sofá de canto quase que deitado, a música estava ainda muito alta, do seu lado uma menina que aparentava não ter nem 16 anos, estava fumando e pela sua feição também já estava bem bebâda, não parecia ter planos e também parecia não saber o que fazer da vida, ninguém falava se quer uma palavra. Ele deveria fazer algo, não dava pra ficar ali sentando vendo o mundo girar, levantou-se e foi em direção a porta, estava sendo movido pelo coração, pois se dependesse de seu corpo não teria se quer levantado, tivera bebido além da conta. Foi caminhando pela rua, deve ter gasto cerca de duas horas até o pensionato, andava pelas ruas, às vezes por entre os carros, não estava muito ciente das coisas que estava fazendo.



                  - Sabrina! Sabrina! - Gritava em frente ao pensionato


                 Naquela manhã haviam poucas meninas no pensionato, a maioria ainda não haviam chegado de suas baladinhas, mas as que ali estavam sairam em suas janelas para ver do que se tratava, a responsável pelo pensionato também. Sabrina ouve Henrique chamando-a e desce logo, ela sabia que havia acontecido algo, e desceu de pressa, chegando lá assusta ao ver Henrique,estava bastante abatido.



                  - O que houve com você? Eu te procurei o dia todo ontem - Diz Sabrina abraçando-o e tentando conforta-lo


                  - Por que você mentiu pra mim? – Pergunta Henrique abatido, sua vontade no momento era empurra-la, mas precisava mais que tudo daquele abraço


                 - Em que eu menti para você?


                 - Aquele dia que eu vim te procurar me contaram


                 - Contaram o quê? Quem contou?


                 - Você era tudo pra mim


                 - Do que você está falando?


                  - Você não deveria ter feito isso comigo, por que você não disse tudo desde o começo


                 - Me diz o que é! – Sabrina estava prestes a perder a paciência – Naquele dia você me disse que eu escondi coisas de você e me ligou à Gabriela, onde você quer chegar com isso? E outra, ninguém aqui me conhece a ponto de poder te contar alguma coisa sobre mim, e mesmo assim você prefere acreditar em uma pessoa qualquer. Eu era quem deveria estar zangada, e mais ...


                 - Você é pobre! – Gritou, interrompendo-a – Você é bolsista! Naquele dia quando vim te procurar pela manhã, a mulher que estava aqui confundiu você com a Gabriela, e também me disse que você nem é daqui, quando te vi com a Gabriela pensei que vocês eram parentes, amigas ou pelo menos que seus pais fossem amigos



                  Sabrina sentiu-se alivida, a ver que Henrique não falava de seu segredo, nunca escondeu de ninguém que não tinha berço, mas ao mesmo tempo que se sentiu aliviada, sentiu uma dor enorme ao ver que Henrique procurou nela não uma pessoa agradavél com quem poderia dividir uma vida, assim como ela o enxergava, mas ele a enxergava como um degrau pra poder se garantir na vida. Por que era tão importante ter um sobrenome de peso, por que era tão importante? As palavras sumiram, e seus olhares ficaram ali cruzados por alguns minutos, tivera sido uma decepção muito grande para Sabrina



                  - Você não vai dizer nada? – Questionou Henrique


                 - Você espera que eu diga o quê? – Sua voz quase sumia


                 - Eu gosto muito de você, mas você não podia ter ...


                 - Podia nada – disse em tom alto, sua paciência estava já por um triz – Eu tentei ser o melhor possível com você, mas eu pensava que você seria o melhor pra mim também e hoje você fez o favor de mostrar pra mim que não é, pelo menos você foi sincero, mas quer saber, já deu, agora se tem alguém que não quer mais ouvir falar sobre isso, sou eu.


                 - Você não pode sair assim, você me deve uma explicação!


                 - Eu não te devo nada – disse saindo


                 - Você me disse que ...


                 - Pode esquecer tudo o que eu disse, e você não tem direito de me cobrar nada, porque se alguém mudou algo aqui foi você. E outra, você diz eu eu menti, a única mentira aqui é você


                 - Você precisa saber que eu ...


                 - Saber o que?



                  Henrique se aproximava, como se fosse abraça-la, mas Sabrina não deu a menor chance, o empurrou e saiu em disparada, e ao mesmo tempo que queria muito abraça-lo e se entregar ao conforto eu seus braços a proporcionava, sua raiva era maior. Entrou séria, ninguém a veria chorar, por mais que por dentro de si estivesse tudo destroçado, ela não faria isso. Em momentos assim se lembrava do que dizia Sheakspeare : “O mundo não pára para que você possa consertar seu coração”, fazia-se de forte, mas por dentro era como um dia nublado, frio e sem previsão de sol. Então lembrava-se também de mais uma frase, do mesmo texto: “Ficar muito tempo exposto ao sol pode causar queimaduras”. Em um só texto o autor dava-lhe diversos “conselhos” e se fosse leva-los todos a linha, voltaria e abraçaria Henique, mas não queria, aquilo seria a última coisa que queria naquele momento, então se deu conta de que não podia se esconder atrás de versos tirados de um texto, deveria enfrentar aquilo sozinha, não seria a primeira vez que estaria perdida, sem rumo e sem poder contar com o apoio de ninguém. Entrou pro quarto e desabou. A última vez que se sentiu tão decepcionada foi uma vez no ano passado quando seu pai, seu próprio pai, lhe ofereu dinheiro para que ela arrumasse uma de suas colegas da escola pra sair com ele. Todas as vezes que se lembrava de seu pai tinha vontade de se tornar uma beata, tinha medo de ter a mesma sorte ruim que sua mãe. O amor era muito importante pra ela, e mesmo com todas as decepções do mundo, jmais conseguiria deixar este sentimento de lado, mas porque as coisas tem que ser sempte tão dificil quanso o assunto é amor, este é um assunto que deveria fazer bem, e não machucar tanto, e mesmo que as feridas se curem as cicatrizes, elas não vão desaparecer. Sabrina amava Henrique, e Henrique amava Sabrina, mas o orgulho de ambos era maior que tudo. Henrique dizia ama-la, mas e suas atitudes, eram atitudes de quem ama alguém?


                 - Eu não queria parecer chata, muito menos dizer “ah eu tentei te avisar” mas ... – disse alguém que entrava pela porta do refeitório, tinha pouca luz, então mal dava para ver quem era


                  - Quem está aí? – perguntou Sabrina


                 - Sou eu, Gabriela


                 - Do que você está falando?


                 - Aquele dia quando vocês iam viajar, eu tentei te falar sobre o Henique, mas você não quis me ouvir, não estou jogando nada na sua cara, só me preocupei com você


                 - Você estava ouvindo a conversa lá fora? E por que se preocupou comigo?


                  - Ouvi sim, toda a conversa, eu não sai ontem a noite, tinha muito o que organizar, dentro de alguns dias as aulas começam. E eu me preocupei com você, porque tudo isso pelo que você está passando agora, eu já passei


                 - Como assim?


                  - O Henrique, quando ele chegou aqui em Goiânia, ele se aproximou de mim assim como se aproximou de você, mas se aproximou de mim pelo que meus pais têm e não por mim


                 - E como você sabe que foi por isso eu ele se aproximou de você?


                  - Um dia ele saiu pra beber com os amigos dele, eu me preocupei com ele, pois já era tarde e eramos muito novos, então liguei pra ver onde ele estava e ele estava de cara cheia e me disse um monte


                 - Que tipo de coisa ele te disse?


                 - Disse tudo, toda a verdade, que não era pra mim ficar pegando no pé dele, pois eu não tinha esse direito, porque pra ele eu não significava nada, e se não fosse pela influência do meu pai eu de nada significaria para ele


                 - Geralmente quando dizemos que “sentimos muito” as pessoas questionam e dizem que não sentimos, pois não passamos pelo mesmo, então é impossível sentir, mas agora posso dizer de todo coração; Sinto muito!


                 - Não tem nada, eu já superei isso e você vai superar também, eu tenho certeza


                  - Sei que sim. Ganhar é bom e perder é ruim, mas ser forte é uma questão de escolha, por mais que possa parecer difícil, é uma questão de escolha sim. E a propósito, me desculpa pelas grosserias que fiz com você? Nessa agitação a gente sempre esquece de dar valor às pessoas que realmente vale a pena


                 - Tem nada não, mas agora deixa eu ir, tenho que buscar minha prima no aeroporto, era pra ela ter vindo já tem umas duas semanas, ela também vai ficar aqui com a gente, mas nunca dava certo de ela vir, hoje enfim ela veio


                 - Tá certo, vai lá, e legal que vamos ter ais colegas novas, depois combinamos algo né?


                  - claro!


                 Dois dias se passaram


                 O peito de Sabrina doía, como se tivesse sido aberto um buraco sem fim ali em cima do seu coração, era um estado de dor que fazia todo o resto parecer anestesiado, era como se pudesse passar por qualquer dor se sobrevivesse a isso. Queria deixar tudo e voltar para a sua cidade pequena, mas não poderia fazer isso, não sem ter uma última conversa com Henrique


                 Foi até a casa dele, tinham muito o que conversar, ele não podia vir e fazer com que ela sentisse única, e do nada começar a trata-la como uma opção apenas, chegou na porta da casa dele, tocou o interfone, quase que instântaneamente o portão se abre, era Henrique. Alguém observava eles de longe, nunhum dos dois havia notado que havia alguém ali próximo os observando. A tensão dominava ali entre eles, ambos tinham muito a dizer, mas o que dominou foi o silêncio e milhares de palavras circularam por ali pelos olhares apenas. Era percepitível a vontade de ambos de se entregarem um ao outro, mas nenhum disse nada, até que o silêncio foi quebrado



                 - Eu quero que você me escute – Disse Sabrina




Próximo Capítulo: "O Mundo Paralelo De Marcos"

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