Capitulo 2
O Segredo de Sabrina
Um sorriso tão verdadeiro, um amor tão intenso e um abraço ... um abraço capaz de espantar todos os medos ao mesmo tempo que enxuga todas as lágrimas. Uma inocência que faz tudo parecer possível. Mas e todos esse remédios? Estes gritos? Quem grita? Alguma coisa tira pouco a pouco tudo que há de bom, rouba toda a sua felicidade, e deixa no lugar apenas incerteza e muito medo, era como se Deus tirasse o sol de um dia de verão.
Sabrina acorda, era apenas um sonho. Talvez o seu tal segredo estivesse confundindo sua cabeça, pois o pior do que inventar uma mentira é conviver com a própria. Que segredo seria esse, que seria capaz de afastar as pessoas de Sabrina? E porque ele a impediria de fazer amizade com Gabriela e também de se envolver com Henrique, e se ela não chegou a comentar com ninguém, como Henrique saberia? Por via das dúvidas decidiu acordar cedo e ir esperar Henrique na porta do colégio, chegou lá e colocou a mãe na cintura como quem pretende intimidar alguém, esperou por cerca de 20 minutos, até que Henrique chegou.
- Por que desligou o telefone ontem daquele jeito e de que segredo estava falando? – Esbravejou Sabrina
- Quer falar sobre o seu segredo é? – brincava
- Eu Nõ tenho que dar satisfação de nada pra você e...
- Hey – interropeu-a – Não precisa disso tudo, precisa?
- Eu não te dei a liberdade de chegar...
- Você está exagerando
- Não estou nada, só quero que me diga que segredo é esse?
- Sabe, eu estava brincando com você, quando falava sobre “seu segredo” eu falava sobre esse seu joguinho, pelo menos um joguinho que eu pensei que você estava fazendo comigo.
- Mas isso não justifica sua brincadeira
- Sabia que viria até mim se eu disesse isso, esconde mesmo um segredo?
- Você é um idiota, não pensa nas consequências das coisas que diz?
- Calma, só queria que ao menos uma vez você viesse falar comigo, sem pretextos de estar atrasada ou coisas do tipo, pois sei que você faz isso de propósito pra me evitar
- A única coisa que conseguiu com isso foi que eu me estressasse com você
- Por que você ficou assim? Não tem por que, tem? – Perguntou curioso
- Não – Respondeu brava, dava pra ouvir seus dentes rangindo
- Desculpa, prometo não fazer de novo, só queria um pretexto pra que você viesse até mim
- E por que você iria querer que eu viesse até você
- Por que você mexe comigo, e eu gosto de não saber o por que eu me importo tanto com a sua opinião sobre mim
- Não tenho opinião nenhuma sobre você, eu nem te conheço
- Legal, eu também não conheço nada sobre você, mas gostaria, quer começar de novo? – Parecia estar falando sério – Oi, Prazer, meu nome é Henrique, e o seu?
- Pára tá? – Disse dando um tapinha no braço de brincadeira
- Tá melhor assim, e sabia que você é uma gracinha quando fica brava
- Quando você me ver brava de verdade o que não vai ficar uma gracinha é a sua cara, queridinho
Henrique realmente sabia uma segredinho sobre ela, sabia que ele também mexia com ela, era a única explicação para deixa-la tão sem saber o que fazer em seguida, e ele adorava aquilo. Sabrina ficou aliviada ao perceber que ele de fato, não sabia nada a respeito de seu tal segredo. Ficaram ali conversando por horas, Henrique matou aula pra poder ficar ali com ela, o dia dos dois parecia estar sendo bastante divertido. O dia todo,por mais divertido que estava sendo, Sabrina mantia uma certa distância para evitar que ele pensasse que poderia se aproximar dela e de certa forma esperar que dali pudesse sair algo além de amizade, apesar de ela mesma querer algo além da amizade, iria levar esta história com calma, pois já estava cansada de tanto se enganar sobre as pessoas, ainda mais porque Henrique tinha cara daqueles garotos que nunca amava a mesma garota por mais de uma noite. Os dois tinham começado antes das oito da manhã e já se passava das nove da noite, tinham perdido a noção do tempo e criado um universo só para eles, o dia tinha sido bastante proveitoso, no fim da noite, Henrique levou-a até a porta do pensionato
- Não quer entrar e tomar uma chícara de café? – Brincou Sabrina
- Ah por favor, não coloque bobs nos seus cabelos – Respondeu à altura
Os dois aparentavam bastante felizes e embora seu corpo estivesse se controcendo por dentro de tanta vontade de beijar Henrique, Sabrina logo se despediu e tentou encurtar o máximo possível a conversa para entrar logo, pois era impossivel não notar que ele também teria a mesma vontade. Aquele foi o dia que passou mais rápido, desde que Sabrina se entendia por gente, assim que entrou foi direto ao refeitório, pois passou o dia apenas beslicando uma coisa ou outra, estar ao lado de Henrique tirava até mesmo sua fome, era como se a presença dele bastante e suprisse suas necessidades.
No refeitório sozinha, começou a pensar no motivo que a levou a procurar Henrique pela manhã, o seu tal segredo, sempre que pensava nisso, logo se lembrava de Diana. Diana era uma moça de vinte e poucos anos que trabalhava para seu pai no ano passado, Sabrina tinha acabado de completar quinze anos na época, sempre que se lembrava do assunto ficava com a respiração ofegante, sentia culpa, medo e todo um turbilhão de sentimentos ao lembrar-se do acontecido no ano passado. Se pudesse voltar no tempo, procuraria fazer diferente, pensava às vezes, talvez tivesse pego pesado. Nunca havia comentando com ninguém sobre o que acontecera, e mesmo que nunca ninguém desconfiasse que ela tivesse feito isso, preferiria morrer do que saber que alguém soubesse, era como se o fato de alguém saber, jamais a deixaria a vontade diante de outras pessoas. Quando de repente começou a suar frio, e sentiu uma pontada forte na barriga,essa sensação chamava-se medo. Debruçou-se sobre a mesa e tentou se recompor, quando do nada alguém coloca a mão em seu ombro
- Você tá bem? – Perguntou Gabriela
- Ah – Assustou-se, e logo que a reconheceu, se acalmou – Oi, estou bem, obrigada
- Você não parecia muito bem
- Estou cansada, preciso de um banho
- Precisa mesmo, a situação tá feia – sorriu brincando
- haha, engraçadinha – Disse fazendo uma careta, parecia carente
A culpa pesava em sua mente naquele momento, e Sabrina ao levantar-se para ir tomar banho, olhou para Gabriela dando um sorriso de canto de boca, porém seu mundo veio ao chão quando fixou seus olhos no rosto de Gabriela e viu Diana, existia uma pequena semelhança entre elas, perdeu o chão e sentiu-se fraca, também pudera, mal havia se alimentado o dia todo e agora ainda passara por tal situação. Ter que encarar Diana era naquele momento seu maior medo. Gabriela segurou seu braço e disse:
- Como eu disse, você não parece bem, sente-se aqui – Disse voltando Sabrina para cadeira
- Me solta, me deixa em paz, não preciso que você me ajude – Disse empurrando Gabriela
- Hey, calma só tava querendo ajudar
- Não é nada com você, desculpa, mas me deixa sozinha por favor
- Tá, mas amor, suspende a vodka – Disse ironicamente
Sabrina não respondeu, não queria prolongar o assuto. Desde a primeira vez que viu Gabriela, Sabrina percebera as semelhanças físicas entre ela e Diana, tanto que no primeiro dia em que sairam jutas, se pegava olhando para a colega e lembrava várias vezes do que havia feito no passado. Mas estava decidida a esquecer aquilo, que por mais que carregasse sempre aquilo consigo, estava agora em uma cidade grande, tentando uma vida nova e tentaria se dedicar mais aos seus estudos e queria também cultivar sua aproximação com Henrique.
No dia seguinte, logo de manhã o celular tocou, era Henrique, como estavam já quase no fim de ano ligou pra convidar Sabrina para viajar nas férias, passariam uma semana em um clube ali, poucos minutos depois da capital. Ela se quer hesitou, aceitou logo de cara. Muitos alunos do colégio também iriam, iam fazer camping e curtir uma semana inteirinha em meio ao verde, o fato de Sabrina ter aceito e também só de lembrar da beleza do lugar, incentivava Henrique a levar seus planos a diante. Sabrina ao desligar o celular foi comunicar a mulher responsável pelo pensionato que na semana seguinte passaria a semana fora, a mulher estranhou, pois nenhuma das meninas dali nunca dava satisfação das coisas que fazia fora, mas Sabrina havia crescido assim, acostumada assim, a responsável pelo pensionato achava aquilo uma atitude bonita e madura, mas Gabriela que passava por ali não achou nem um pouco engraçado, achava careta, e ao ouvir que Sabrina iria sair com Henrique se aproxinou
- Bom dia miss vodka, está melhor? – Perguntou Gabriela
- Estou bem, e assim ... eu não bebo
- Bem, parece. Ouvi você dizer que vai pro clube fazer camping com o Henrique e com a galera do colégio, estava falando do Henrique do primeiro ano?
- É sim
- Vocês são amigos, já o conhecia antes daqui?
- Conheci ele aqui, estamos começando a conversar agora
- Você já deixou claro que não quer ajuda nenhuma vinda de mim, porém, vá com calma com o Henrique, a não ser que ele tenha mudado, mas ele costumava...
- Tá bom, obrigada, mas eu acho que sei me cuidar – Disse interrompendo-a
- Tá – Respondeu Gabriela, parecia haver algo comprometedor mesmo
Aquilo pouco importava para Sabrina, era verão,pegou todas as economias que tinha e deixou suas coisas arrumadas, mesmo faltando uma semana estava bastante curiosa para conhecer melhor a cidade que até agora lhe fascinara tanto. No decorrer da semana, passou todos os dias com Henrique, a amizade dos dois era bastante colorida, porém nunca haviam trocado um beijo. Ela gostava da sensação que ele proporcionava a ela, era como se ela fosse a melhor pessoa do mundo, ela gostava de se sentir uma criança inocente, era assim que se sentia perto dele. Ele dava a ela uma sensação enorme de vida e o que mais gostava dele é que ele fazia ela se sentir segura a não voltar a cometer os erros que havia cometido,como com Diana por exemplo. Como já era de se esperar a semana passou muito drepressa, essa então passaria mais rápido ainda, estavam todos prontos para a viajem.
Seria aquela a melhor semana do ano para Sabrina, embora fosse também a ultima do ano, tinha tudo o que poderia querer, bolsa em um colégio de nome, morava em uma cidade grande e com suporte pra seus maiores sonhos ... e Henrique, que a fascinava mais a cada dia. Sentia-se como se houvesse esperado por ele a vida toda, porém nem ela e nem ele haviam chegado a comentar sobre isso um com o outro, as coisas pareciam fluir naturalmente e então as palavras eram desnecessárias. Porém no caminho para o Camping Henrique decidiu falar
- Muito obrigado
- Pelo quê? – Perguntou Sabrina
- Por tudo que você vem sendo para mim, você é muito especial
- Tá, talvez eu mereça um prêmio Nobel por isso – Sorriu
- Eu falo sério – pela sua expressão parecia mesmo ser muito sério
- Você não vai me pedir em casamento agora, né?
- Pára de graça – sorriu, parecia tão inocente
- Então tá – olhou um pouco sem jeito e continuou – Você também é especial pra mim
- Vinha sonhando com você, não com você, mas com alguém assim, como você
- Ah sim, porque se vc sonhasse comigo iria achar que você era vidente – como viu que ele continuava sério, tentou se desculpar indiretamente – Tá ok, prometo que vou falar sério agora.
- Vai começar a falar sério agora? Então não era sério quando disse que eu também era importante pra você?
- Claro que era, bobo.
- É legal saber que você não vive mais apenas em meus sonhos, hoje você faz parte da minha realidade
- Você fala cada coisa, parece que é ...
- Eu te amo – Interrompeu-a
Sabrina ficou sem saber o que dizer, não esperava por isso, realmente não esperava mesmo. Cresceu vendo seus pais brigarem, o casamento deles era um desastre, com isso foi aprendendo o significado do amor. Doía ver o quanto os seres humanos hoje em dia menosprezavam este sentimento que pra ela, desde pequena era demasiado importante. E agora quando Henrique disse que a amava ela se perguntara, por dentro,” será que ele sabe o que está falando?” ou “Será que ele tem noção do que é o amor”. Porém sua cabeça não conseguia pensar naquele momento, os olhos de Henrique ali fixos nos seus deixava-a perplexa, de fato nunca tinha parado pra ver o quanto Henrique era bonito, sabia que ele era bonito, mas a situação, aquele momento ali engrandecera sua beleza, na sua frente via nãosomente o garoto com quem estava gostando de passar o verão, mas via alguém pra poder dividir uma vida. Apesar de ter apenas 16 anos, não era do tipo que gostava de sair para as baladas com as amigas e no fim da noite conversar sobre quem pegou mais, ao se interessar por alguém a primeira coisa que fazia era imaginar uma vida inteira ao lado desta pessoa. Os dois dividiam o o banco no ônibus e depois de Henrique ter dito o que disse, o silêncio pairou sobre eles, mas seus olhos estavam ligados, pareciam conversar pelo olhar, foi quando Henrique tentou aproximar-se, Sabrina ainda não estava pronta, porém corresponderia o beijo caso ele a beijasse. Para sua surpresa, ele beijou-a na testa, ela esperava por mais e mal sabia se seria legal aquilo. Por um lado era um sinal de respeito, e por outro lado, por um segundo pensou que ele ao dizer “eu te amo” falava sobre um amor fraternal, o que era bastante pouco provavel aquela altura, depois de beijar sua testa Henrique a abraçou, e quando a soltava para continuar a conversa ela mesma tomou a iniciativa, então ela o beijou-o,na boca, e era como se não houvesse mais o mundo, nada existia ao redor. Seus lábios eram macios e Henrique a beijou como se tivesse medo de machuca-la, ali já não existiam mais os medos e era como se vivessem em uma terra onde ninguém se machuca. Fechou então os olhos e o abraçou forte, estaria tudo aquilo acontecendo de verdade? Ela se perguntava enquando passava sua mão em sua cabeça, seus cabelos deslizavam por entre os dedos dela, os braços dele entrelaçavam seu corpo e ela se sentia como um barco cansado que depois de uma longa viajem finalmente atracava em seu porto seguro.
Sabrina nunca quis um final feliz, nunca sentiu necessidade disso, acreditava que eram 2 palavras que não combinavam, não fazia sentido as duas juntas. Porque as coisas deveriam terminar logo no momento em que havia conquistado a felicidade? Tinha como exemplo as novelas, os personagens sofriam a novela inteira e no fim quando finalmente estavam felizes, tudo terminava. Então, acreditava que o fim foi feito pra ser triste e tudo relacionado a palavra “feliz” deveria ser encarado como começo, e era isso que estava vivendo agora, um começo, começo este demasiadamente feliz. Nada poderia estragar aquela semana, ainda sem nem se quer afirmarem “Estamos namorando”, as palavras agora, mais uma vez, eram desnecessárias, pois os atos falavam por si.
Gabriela observava os dois de longe, apesar de Sabrina viver cortando-a, ela se preocupava com ela, pois sabia, não queria menospreza-la pensando assim, mas sabia que Sabrina era apenas uma menina inocente do interior e também sabia que ela tinha vindo para Goiânia graças a uma bolsa de estudos. Gabriela conhecia Henrique e sabia de um pequeno defeito seu, tentou alertar Sabrina, mas a mesma não quis ouvir, então deixou.
Sabrina e Henrique passaram a semana mais cheia de amor de suas vidas, a semana passou tão rápido que quando se deram conta, já estavam dentro do mesmo ônibus onde deram o seu primeiro beijo, mas desta vez estavam voltando pra casa. Isso não fazia diferença, independente de qualquer lugar a única coisa que importava para ambos era ter a companhia um do outro. Ao chegar na cidade Henrique levou-a no pensionato e depois foi pra casa. Sabrina ficara ali sonhando com o futuro e lembrando-se do quanto essa semana tinha sido perfeita, seus olhos brilhavam assim como os de uma criança quando ganha um brinquedo novo, estava tão feliz que Gabriela entrou no refeitório e ela nem soltou os cachorros, apesar de ainda se arrepiar todas as vezes que via Gabriela, era incrivel como ela a fazia se lembrar de Diana. As duas conversaram um pouco e Gabriela até pensou em conversar com Sabrina sobre Henrique, mas ao ver a felicidade da menina, preferiu nem dizer nada porque depois ainda ia acabar ficando feio era pra ela, pelo menos se Sabrina fosse sua amiga, mas não, apesar de Gabriela ter sido a única pessoa com quem saiu e conversou um pouco sobre sua vida, ainda assim, não eram amigas. Foram dormir, estavam ambas muito cansadas com a viajem
No dia seguinte acordou radiante, arrumou todo o seu quarto e desceu pra tomar café, a responsável pelo pensionato se aproximou
- Sabrina – Disse a mulher
- Bom dia, tudo bem?
- Tudo sim, escuta, veio um menino te procurar a poucos minutos atrás
- Quem era?
- Não falou o nome, eu disse que você estava dormindo, e ele foi embora. Acredita que eu confundo você com a Gabriela?
- Mas não temos nada a ver – sorriu
- Eu sei que não – deu um pequeno sorriso, parecia triste – mas é porque tanto você quanto ela chegaram aqui no mesmo dia
- Pensei que a Gabriela morava aqui a mais tempo, ela parece conhecer tudo
- A Gabriela está aqui porque saiu de casa, seus pais moram aqui perto, têm muito dinheiro, porém não existe nenhuma forma de amor em sua familia.
- Que triste isso, não sabia disso, conversamos um pouco mas ela não chegou a comentar sobre isso
- Tá certo, então, queria mesmo só te dar o recado
- Tá bom, obrigada
Sabrina foi tomar café e logo sua ficha caiu, não conhecia ninguém na cidade, apenas Henrique, então era óbvio que seria ele quem veio procura-la. Ao terminar de tomar café foi logo ligar pra ele, mas só dava na caixa de mensagens. Achou estranho, porém, resolver seguir o conselho da moça da voz eletrônica “tente mais tarde”. Tentou ligar mais vezes minutos depois, e mais outras vezes um pouco mais tarde, mas nunca dava em nada, resolver ligar para sua mãe no interior pra ver como andavam as coisas e também para tentar se enganar sobre a ansiedade em falar com Henrique. Era agradavel conversar com sua mãe, nada no mundo pode ser mais aconchegante que um abraço de uma mãe, mesmo que este abraço seja só por palavras. Somente com Henrique que ela não conseguia falar, havia passado o dia todo tentando falar com ele, mas sempre sem sucesso.
Henrique havia desaparecido.
No fim da tarde, já era quase noite, decidiu sair pra ver se o encontrava na rua, sabia mais ou menos os lugares onde ele costumava frenquentar. Depois de pouco tempo de caminhada o viu, um pouco distante dali, se aproximara, porém ao chegar perto notou algo de diferente nele, parecia estar alcoolizado. Ele ao perceber que ela se aproximava levantou-se e saiu em desparada, sentido contrário, parecia não querer falar com ela. Ela não entendia o porque daquilo. Não era o mesmo garoto que havia compartilhado com ela seus últimos dias, mas deveria existir um motivo para aquilo,e ela precisava saber
- Henrique,espera!
- O que você quer? Me contar mais mentiras? Eu vi você com a Gabriela aquele dia e ... – parecia indignado, continuou – Eu nem sei o que dizer
- Do que você está falando? – perguntou sem saber o porque daquilo
- Você não me contou tudo sobre você
- O que mais você precisa saber sobre mim?
Neste momento seu coração gelou, estaria ele falando do seu segredo? Seria este o porque de ele liga-la a Gabriela? E como ele teria ...não havia explicação para nada daquilo. Apenas seu coração que doía, doía como uma noite que não teria amanhecer, era como a música de um cowboy,triste. Henrique olhou-a, com precisão, parecia reprova-la por algo desconhecido para ela, a única explicação seria essa, não sabia ela como, mas ele tinha descoberto o seu segredo.
Não perca o próximo Capitulo: A Verdade Sobre Henrique

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